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Poema: Pontos Afetivos ou Efetivos*

Eis o Coração pressuroso, e responsivo

Eis as dádivas que lhe são encomendadas

Eis os tópicos que em nossa cultura, em alusivo

Enredo pragmático, lhe são assim enviadas,

 

Cabe ao Coração dizer do amor e da ternura

Dos afagos, dissabores, dos odores, amargura

Por ele é determinado no entendimento corriqueiro

Aquilo que os sentimentos dizem ser o verdadeiro

 

É inadmissível no pensar e já consagrado faz jus

Que o nosso querido Coração, nós o sentindo

Não seja a origem, ponto de partida em nus

Sem vestimentas outras, do que pensamos, assumindo

 

Sem falsa premissa, com todo o mérito envolvido

A incumbência de condicionamentos e ações contidas

Estando implícito e nele, não há dúvida, imbuído

Em tudo e todos os atos, posições, admitidas

 

Este importante órgão no Mediastino humano

Em seu incessante ritmar mui coordenado

Não o percebemos no seu rito cotidiano

Mas sendo nós morbidamente vitimados

 

Em situações de alegria ou de de tristeza, euforia

São contingentes, deveras percebidas as mudanças

E então dizemos, o nosso coração pressuroso nos envia

Mensagens de ardoroso fulgor e temperanças,

 

O Cérebro o mentor real de tudo isso, o diretor

O que na verdade é o  código de barras das ações

O Insofismável, o que avisa, nos mostra, é o autor

Do conhecimento, do pensar, de cautelas, de emoções

 

Sabe-se, é de notório saber e eloquente, o Cérebro

Na verdade nos determina o que fazemos, nossos atos,

O Coração, como os outros do nosso servo corpo

Apenas responde às ordens, são meros anonimatos

 

Respondem, não determinam as necessidades, nesta vida

O Cérebro diz, o comando é acionado, o controle é seu

Mas mesmo assim a perceptível conotação do homem

Coloca no Coração o concebível centro, o apogeu

 

*Médico Assuero César de Carvalho Rêgo, Rio Branco – Acre 06/01/2017