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Sindmed-AC cobra da Sesacre melhorias em hospitais do interior

A diretoria do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) visitou diversas cidades do interior e encontrou uma série de problemas que se repetem nos últimos anos, como a falta de equipamentos, medicamentos e profissionais. Um novo relatório está sendo confeccionado para ser apresentado para secretária de Estado de Saúde, Mônica Kanaan.
Durante a viagem, Acrelândia foi a primeira cidade a ser visitada, a unidade mista do município que apresentou a falta de raio-X, eletrocardiograma, laboratório e medicamentos. Apenas dois médicos tentam se revezar para manter a unidade aberta.
Plácido de Castro, a segunda cidade visitada, também apresentou a falta de condições de trabalho e uma quantidade inferior de profissionais ao necessário para o município. Problema semelhante foi encontrado em Xapuri.
Em Brasileia, a diretoria verificou que, mesmo com a inauguração do Hospital Wildy Viana, alguns procedimentos continuam sendo realizados na antiga unidade, que possui péssimas condições estruturais.
Em Assis Brasil, a unidade mista não pode atender casos mais complexos, que acabam sendo encaminhados para Brasileia ou Rio Branco, deslocamento que acaba encarecendo os custos da saúde pública.
Para o presidente do Sindmed-AC, Murilo Batista, a falta de profissionais no interior resulta em gastos ainda maiores.
“Se existissem, por exemplo, ginecologista e anestesistas, procedimentos poderiam ser realizados na própria cidades, evitando gastos com passagens ou ambulâncias enviadas reduzindo os riscos para os pacientes”, finalizou o sindicalista.